OBS: Se ninguém reparou, o querido marcador do blogger, me impediu de colocar o símbolo "&" no meu marcador, e só por isso ele tá escrito como "Mãoepata" hoho' /3bjscomgostinhodemorango.
Sempre que alguém entra na casa de Akira, percebe logo sua descendência. A casa que por fora tem uma aparência normal, por dentro percebe totalmente o contrário. A sala, o primeiro aposento da casa, era composta de muitos quadros em escrita japonesa, não tinha sofás e no lugar destes grandes almofadas com estampas orientais, logo vinha a cozinha, o lavabo, e no andar de cima ficava os quartos.
Pé ante-pé, Akira entrou tentando não fazer barulho, fez sinal de silêncio para o cachorro em seu colo, como se ele fosse fazer algo que a denuncia-se. Fechou a porta com cautela, e estava prestes a se virar quando ouviu a voz de sua mãe: — Akira! — a menina não pôde distinguir se na voz da mãe, havia um tom de raiva, ou de alívio. A mãe correra ao encontro da filha, e a abraçou. — Eu e seu pai estávamos preocupados. — Um homem de estatura média, olhos puxados e cabelos brancos entrou na sala já dizendo: — Onde você estava? — sua voz era rouca, e emana um tom severo. Akira tentou falar, mas engasgou-se na primeira tentativa. Suspirou fundo e disse:
— Estava no parque, papai. — sua voz tremeu, fato que levaria seu pai a não acreditar nas suas palavras.
— Mentira! — gritou ele, atravessando a sala e se pondo ao seu lado. — Vou perguntar mais uma vez Akira, onde você estava ? — A garota fez menção de falar novamente, quando o pai a interrompeu: — E não venha me dizer que estava no parque, porque fui até lá. E você não estava! — o silêncio pairou sobre a sala e Akira baixou a cabeça, procurando um jeito de se explicar.
— Nós estávamos preocupados minha filha, com este acidente, não sabíamos onde você estava. — dizia a mãe, com a voz bondosa e suave que tinha sempre. — Por favor Akira, onde foi que você se meteu. — O engraçado era que estavam tão nervosos que não deram por conta do pequeno cão sobre os braços de Akira. A garota esticou os braços, mostrando aos dois o cachorro.
— Mas que diabos este sarnento faz aqui? — disse o pai indignado.
— Eu o encontrei no parque. — disse por fim. — Ele estava sozinho e com fome papai, eu tive pena. —
— Não venha falar de pena para mim, isso não justifica nada, e muito menos explica o que sua mãe e eu lhe perguntamos. Helena, dê um jeito nesta garota! — o pai, parecia não estar querendo ficar ali, mas obrigava-se por ser pai. Suas feições eram frias ao mesmo tempo em que excêntricas. E só de olhar, Akira era capaz de revelar todos os seus segredos.
Seus olhos já estavam ficando embargados, mas Akira respirou fundo e começou a dizer calmamente: — Brinquei com ele durante toda a tarde, e quando me despedi, ele me seguiu. Não foi minha culpa, ele quis vir atráz de mim. — sua voz estava esganiçada como sempre ficava quando tentava conter o choro. — Os carros quase o pegaram papai, foi uma vitória! — as lágrimas começaram a rolar por seu rosto, e não pararam mais.
— Não venha me falar sobre vitória! — gritou ele.
— A culpa não é minha se você insiste em não acreditar em vitórias. Mas elas existem papai; elas existem! — gritou ela de volta, e saiu correndo com o pequeno cão em seu colo. Enquanto seus pais desabaram sobre o sofá, de mãos atadas, aliviados por sua filha estar bem.
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Estou um pouco desapontada gente, tenho quatro seguidores ( feliz por isso ), mas parece que ninguém lê o que eu escrevo. queria ver seus comentários, saber o que pensam a respeito disso tudo. Bom, enfim. Não vou parar, um dia meu esforço vai ser recompensado. Beijinhos, boa noite *-*


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