Mão&Pata
" Um cachorro e uma menina, crescendo juntos, aprendendo juntos, vivendo juntos. Até que ponto a amizade é capaz de chegar? Existe amor maior do que o amor e o valor de uma amizade ? Não. Durante toda a vida, todos os dias de sua infância e juventude, viver ao lado de seu melhor amigo, é e sempre foi o melhor presente. Porque ser amigo é isso, estar ao lado sendo para rir, ou para chorar.
Katsu é um cachorro, de raça pura e pelos castanhos caramelos longos e brilhosos, quando encontrou com Akira pela primeira vez, percebeu algo em seu olhar, aquele talvez fosse o primeiro índicio de uma intensa e arrebatadora história de amor e de amizade; A eterna virória, Katsu, a estrela mais brilhante.
Prólogo:
" — Já sei qual vai ser o seu nome. — falou sorrindo e com a voz mais animada. — Katsu. Você sabe o que significa? — conversar com o cão era realmente difícil. Ele não respondia como já era de se esperar, mas Akira sabia que ele entendia perfeitamente. — Katsu significa Vitória em japonês, você é minha vitória agora, e eu não vou te deixar nunca. — Como prova de que o cão a entendia, este lhe deu uma lambida no rosto, e então seus olhos se encontraram, naquele momento, Akira soube que uma promessa havia sido selada, e por conta dela, não se romperia jamais.[...] "
Autora: Yume ;
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Primeiro Capítulo.
Era uma linda e típica tarde de outono. O sol já estava se pondo, e Akira saia de casa para seu passeio já, matinal ao fim da tarde. — Mãe, estou indo! — gritou ela, já com a mão na maçaneta da porta. — Vá com Deus minha filha. — respondeu a mãe de outro aposento da casa. A garota saiu, fechando a porta ao passar, sua casa era de esquina, e não muito longe dali, havia um parque. Akira gostava muito daquele parque, especialmente no outono. O chão se coloria de diversas tonalidades, aquelas amareladas, e secas. As folhas, sempre lhe faziam companhia, embora bonita, a menina de olhos puxados e cabelos longos e escorregadios, não tinha muitos amigos, e os que tinha, podiam ser contados nos dedos. Seguiu pela rua estreita de duas mãos, e atravessou-a. Logo já estava no parque, sentou-se em um banco, e de lá ficou a vislumbrar o parque e sua beleza. Era de um tamanho enorme, logo ao centro tinha um pequeno lago com uma fonte de onde jorravam águas cristalinas. Akira se perguntava sempre se seria aquilo um anjo, ou apenas um homem nu. Quando se cansava de tentar descobrir sobre a estátua da fonte, ficava olhando sua casa. Do lugar onde estava sentada podia ver com bastante clareza os aspectos de sua casa. Bastante convidativa, era de dois andares, com um grande pátio á frente. De tanto incomodar, sua mão comprou uma árvore para ela, e plantou no canto do pequeno jardim, a casa pintada de laranja, tinha um enorme portão branco. Akira gostava muito daquela casa, mas nunca morava em uma casa por mais de um ano, as vezes até seis meses e já se mudava. O caso era que seu pai, era escritor, e sentia-se mais á vontade escrevendo onde sua história se passava. Estavam para lá e para cá, sempre pulando de um lado para outro. Por isso Akira, não gostava de fazer amizades, e não sentia-se bem com isso.
Já estava cansada de olhar para o nada, quando viu alguma coisa peluda correndo desgovernado. Era um cachorro. Estava sujo e descuidado, mas Akira podia ver que era um cão de raça recém nascido, e muito bonito. O cachorro parou ao ver seus olhos encontrarem com os dele, aproximou-se de akira, choramingava, enquanto tentava subir no seu colo. Tomada pela estranheza, a menina acariciou os pelos do pequeno cachorro, e pareceu gostar daquilo. Era tão estranho, nunca tivera um cachorro, e agora que via um sobre seu colo, parou para pensar no quanto sempre quis ter um. Em seguida a isso, o cachorrinho desceu, e saiu andando, a farejar pelo parque. Akira levantou-se e abriu sua bolsa feita de retalhos, e de lá tirou um pequeno sanduíche, cortou ao meio, e se agachou dizendo baixinho: — Hei amiguinho... — fez uma breve pausa, tentando chamar a atenção do cachorrinho, não muito longe dali. — Veja o que eu tenho pra você, quer? — O cachorro foi se aproximando aos poucos, quando por fim abocanhou o sanduíche, e ficou a comer com seu rabinho de plumas abanando.
Akira passou o resto daquela tarde, brincando com o cachorrinho. Por ser pequeno, ele sentia a necessidade de se divertir, e fizeram isto juntos. A tarde havia passado rápido, e quando Akira percebeu, a noite já havia chegado.
— Ah meu Deus. — disse ela, ainda rindo, após o ataque de lambidas nas orelhas que havia recebido. — Eu preciso ir amiguinho. Já é tarde, e minha mãe vai se preocupar. —
Enquanto dizia foi levantando-se e colocando o pequeno cachorro no chão. — Volto amanhã para ver você, prometo. — ergueu a mão, em gesto de promessa, e saiu andando, após um pequeno cafuné. Porem, não percebeu que o cachorro estava a seguindo, continuou caminhando. Parou em frente à rua de duas mãos e atravessou correndo para o outro lado da rua, um carro vinha voando atráz. Mas ela o venceu. O que aconteceu em seguida, foi rápido demais, e a garota já não entendia mais nada, não estava em seu estado normal, só sabia que alguma coisa tinha acontecido, o aperto no seu peito, lhe dizia isso.


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